Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2009

eterno fascínio

[Marlon Brando [1949]


Atualmente leio muito na internet: pesquisando e me atualizando em sites de jornais, revistas e blogues, estudando, conhecendo as novidades de música, cinema, literatura e uma infinidade de assuntos. Enfim, como quase todo mundo. Ou não? Acho que a discussão sobre leitura em papel versus leitura digital um dia será bobagem, todos lerão muito em telas, sejam elas grandes, minúsculas, portáteis ou não, mas o contato com os livros continuará sendo insubstituível.

Um dos blogues mais bonitos e interessantes que conheci recentemente foi este,
O silêncio dos livros, que tem tudo a ver com as obras publicadas em papel. Curioso que nele o texto praticamente inexiste: são as imagens que dizem tudo.

Edward Hopper - Compartment C, Car 193 [1938]


Truffaut [1978]


sábado, 2 de agosto de 2008

sexta à noite na paulista


O termômetro marcava dezessete graus: ô delícia. Caminhar pela Av. Paulista à noite é um espetáculo que vale a pena registrar. Os cinco minutos que eu gastaria do edifício do Sesc à estação Brigadeiro estenderam-se por quase uma hora, com direito ao café expresso da banca de jornal, papo bem-humorado com o vendedor e um convite dos meninos pra andar de skate na calçada lisinha, recém-inaugurada. A tentação foi grande, mas lembrei da minha infância de joelhos sempre ralados dos tombos de bicicleta, patinete e carrinho de rolimã, e não aceitei. Deveria?









segunda-feira, 7 de abril de 2008

je ne sais pas pourquoi

[Quelqu'un veille pendant ton sommeil, foto de Stéphane Barbery,
templo de Kurotani em Kioto
]



Viver um dia de cada vez.

Nada parece mais verdadeiro, n'est pas?





Premier rendez-vous
Premier baiser dans le cou
Nous nous sommes dis vous
Nous nous sommes dis presque rien,
Et presque tous en somme
Je ne sais pas pourquoi
Je ne sais pas où
Cette vie ne nous mène
Qui vivra verra
Qui me le diras
Cette vie ne vous mène à quoi
Second rendez-vous
Brûlant comme l'eau qui boue
Le tout pour le tout
A bout portant une étreinte
Et deux toux une quinte
Je ne sais pas pourquoi
Je ne sais pas où
Cette vie ne nous mène
Qui vivra verra
Qui me le diras
Cette vie ne nous mène à quoi
A quoi? A quoi?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

sim, eles existem



sexta-feira, 2 de novembro de 2007

fetiches de david lynch


Vida corrida é isso: mais uma que vou perder. Termina amanhã, na Galerie du Passage - que fica na Galerie Véro Dodat, entre as ruas du Bouloy e Croix des Petis Champs, Metro Louvre, à Paris - a exposição de fotografias de David Lynch, Fetish.





Lynch fotografou souliers de Christian Louboutin, top designer de sapatos, alguns criados especialmente para a exposição, em ambientes povoados de sombras, e onde os corpos nus das dançarinas do Crazy Horse, Nouka e Baby, se destacam. As peles perfeitas, muito brancas, os olhos escuros, as bocas vermelhas e brilhantes são ícones da estética de Lynch, assim como os sofás, o ambiente pesado e decadente, presentes também em seus filmes, como no mais conhecido deles, Veludo Azul (Blue Velvet, 1986). Como em todos os seus filmes, na obra plástica de Lynch há sempre um estranhamento, uma sensação de perigo iminente que nos atrai, como num sonho - ou num pesadelo. Ao contrário deles, que nos chocam diretamente e provocam em certas cenas até uma certa dor, as fotografias são tocantes, luminosas. Os sapatos, porém, tocam em algo obscuro dentro de nós, insinuam um convite ao proibido.



Louboutin e Lynch já tiveram uma parceria na fantástica exposição
The air is on fire, na Fundação Cartier, também em Paris, em maio último. Em meio a telas, desenhos, fotografias e filmes experimentais desse cineasta de múltiplas facetas artísticas, destacava-se um sapato de salto altíssimo, encomendado a Louboutin e elevado à categoria de escultura, dentro de uma gaiola. Tudo a ver com o universo da obra cinematográfica de Lynch, feita de códigos e fetiches.




O cineasta americano David Lynch - aqui em uma foto tirada por ele mesmo - dirigiu, entre outros filmes, Veludo Azul, A Estrada Perdida, Twin Peaks, Cidade dos Sonhos e Império dos Sonhos, este último exibido recentemente na 31ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. Premiado em Cannes, inúmeras vezes indicado ao Oscar e outras premiações importantes do cinema, o diretor recebeu no ano passado um Leão de Ouro no Festival de Veneza pelo conjunto de sua obra cinematográfica.

Não fui assistir Império dos Sonhos, não tive tempo nem paciência para o ritual da compra de ingressos e filas intermináveis. Essa falta pode ainda ser redimida, o filme deve passar em circuito comercial. Já a exposição em Paris... é outra história.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007